sábado, 16 de maio de 2015

ASPAC DO BRASIL PARTICIPOU DO LANÇAMENTO DA FRENTE PARLAMENTAR MISTA DE COMBATE AO CONTRABANDO

Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação tomou posse em Brasília – Primeiro projeto de lei tem como objetivo coibir as práticas ilegais

O Brasil perde cerca de R$ 100 bilhões todos os anos para o crime do contrabando. Além do impacto negativo na arrecadação do país, o contrabando afeta a estabilidade de diversos setores econômicos, os empregos dos brasileiros, a saúde da população e a segurança dos cidadãos.
 
É o caso, por exemplo, dos brinquedos, que não passam por nenhum tipo de controle de qualidade, e podem ferir gravemente as crianças. Os cigarros trazidos do Paraguai, que hoje representam mais de 30% do mercado nacional, não seguem as regras estabelecidas pela Anvisa.  Atualmente, mais de 1.200 sites vendem ilegalmente medicamentos no Brasil.

Frente Parlamentar de Combate ao Contrabando e à Falsificação

Diante deste grave problema de interesse público e que afeta a soberania nacional, foi lançada na última quinta-feira (14 de maio), a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação. A nova frente, que já conta com a adesão de cerca de 220 deputados e senadores, é presidida pelo deputado federal Efraim Filho (DEM/PB).

Os objetivos da frente são:

v  Definir e apresentar propostas de legislação que contribuam para o combate efetivo ao contrabando e à falsificação;
v  Cobrar do poder público, nas esferas federal, estadual e municipal, a execução de ações firmes e imediatas para reduzir o problema do contrabando, a falsificação e seus impactos negativos para a sociedade;
v  Levar a discussão sobre o contrabando e a falsificação para toda a sociedade por meio de debates e audiências públicas;
v  Averiguar outros caminhos que possam ser adotados para que o país não seja mais vítima desses crimes.

Projeto de Lei

Como primeiro ato da Frente Parlamentar Mista, o deputado Efraim Filho protocolou na última quarta-feira, 13 de maio, o Projeto de Lei 1530/15, que tem como objetivo endurecer o combate ao contrabando. Os principais pontos são:

v  A perda da carteira de motorista para pessoas que forem presas em flagrante transportando mercadorias contrabandeadas;
v  A obrigatoriedade de afixação nos pontos de venda de cigarros e bebidas, em local visível, de uma advertência com os seguintes dizeres “É crime vender cigarros e bebidas contrabandeados. Denuncie”.
v  A perda do CNPJ por 5 anos para empresas que forem condenadas por transportar, distribuir, armazenar ou comercializar produtos contrabandeados.

Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro

Criada em setembro de 2014 o Movimento é capitaneado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e já conta com mais de 70 entidades e associações de diversos setores produtivos.


Não ao Contrabando
O site www.nãoaocontrabando.com.br estará disponível a partir desta quinta-feira para que haja um hub de conteúdo sobre o combate ao contrabando acessível para toda a população. Haverá notícias diversas de leis e projetos relacionados ao tema, estudos e estatísticas sobre o contrabando no Brasil e as iniciativas do Mercado Legal Brasileiro.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Congresso cria frente parlamentar para combater contrabando e falsificação


Estimativa é que, a cada ano, Brasil perde R$ 100 bilhões com contrabando

Congresso cria frente parlamentar para combater contrabando e falsificação Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação
O Congresso Nacional tem, a partir desta quinta-feira, uma frente parlamentar mista dedicada a combater o contrabando e a falsificação. A solenidade de lançamento da frente foi aberta com apresentação de um projeto de lei propondo aumento das penas para esse tipo de crime (PL 1530/2015).
Parlamentares que integram a frente estimam que, a cada ano, o Brasil perca cerca de R$ 100 bilhões apenas com o crime de contrabando.

Cigarro é o produto mais contrabandeado no país
De acordo com o presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação, deputado Efraim Filho (DEM-PB), o grupo tem como principais objetivos cobrar do Poder Público medidas contrárias a esse tipo de crime, discutir o assunto com a sociedade por meio de debates e audiências públicas, além de elaborar e apresentar propostas conjuntas de legislação sobre o tema.
— Dessa forma, pretendemos proporcionar um ambiente de negócios que dê segurança jurídica ao setor produtivo. Cada real investido em fiscalização entra como volume maior em termos de arrecadação e receita. Infelizmente, o governo tem uma visão míope sobre esse potencial — afirmou Efraim.
Segundo ele, o grupo tem de buscar apoio para a preparação de leis que, além de apresentadas e defendidas, possam ser implementadas.

Idoso é preso por tráfico internacional de armas e contrabando em Santiago

Vice-presidente da frente, que já conta com a adesão de 220 senadores e deputados, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) defendeu punições mais severas para quem receber produtos contrabandeados.
— A pena do receptador tem de ser quatro vezes maior que daqueles que praticam o contrabando — explicou.
— Acredito que, em curto prazo de tempo, apresentaremos resultado contra algo que está destruindo o país — acrescentou.

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Caso o PL 1530 seja aprovado, os motoristas presos em flagrante transportando mercadoria contrabandeada perderão a habilitação. Além disso, empresas condenadas por transportar, distribuir, armazenar ou comercializar produtos contrabandeados poderão perder, pelo prazo de cinco anos, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Presente à cerimônia de lançamento da frente, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, colocou a entidade à disposição para ajudar na elaboração de leis mais adequadas para o combate aos crimes de contrabando e falsificação.
— Muitas demandas [ações relacionadas a essas práticas criminosas que chegam à Justiça] sobre o tema sempre chegam no Judiciário, o que acaba por aumentar o tamanho do Estado e o custo do país. Certamente os juízes que acompanham e julgam esses casos terão contribuições para o projeto — concluiu o presidente da Ajufe.
*Agência Brasil

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ASPAC DO BRASIL PARTICIPARÁ DE EVENTO EM BRASÍLIA CONTRA O CONTRABANDO

Brasília/DF
Com o intuito de ampliar o Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (Fncp) promovem eventos em Brasília na próxima quinta-feira (14). As atividades iniciam às 10 horas, na Câmara dos Deputados, onde acontece a posse da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação, presidida pelo deputado federal Efraim Filho. Na ocasião será entregue Manifesto sobre o tema aos presentes. Na sequencia, o grupo se reúne para tratar da agenda de atividades do Movimento em Defesa do Mercado Legal, durante reunião-almoço.

O Fncp estima que o país tenha prejuízos em torno de R$ 100 bilhões com o contrabando (perdas setoriais + sonegação), recurso suficiente para construir 1,4 milhão de casas populares; 105 mil km de rodovias; 77 mil leitos hospitalares e 19 mil creches. Entre os desafios da comissão destacam-se:

1. Controle das fronteiras, combatendo o contrabando por meio de rigorosa fiscalização que evite o ingresso de produtos que não pagam impostos, não geram empregos e aumentam a criminalidade no País;

2. Criação de uma agenda positiva Brasil/Paraguai, de caráter empresarial, para que o país vizinho possa se desenvolver de forma sustentável;

3. Promoção de ajustes tributários para que os produtos legalizados possam ser mais competitivos, reduzindo assim a atratividade financeira de mercadorias contrabandeadas e fazendo o ambiente de negócios mais justo e competitivo.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, participa dos eventos. Ele também esteve presente no ato pelo Dia Nacional de Combate ao Contrabando, promovido pela Etco e Fncp em março. O evento Pelo fim do contrabando contou com a participação de parlamentares e entidades representativas de diversos setores.

"A Receita Federal tem atuado no sentido de coibir ações ilícitas, mas o Brasil é grande em fronteiras e o mercado ilegal continua se agravando. Outras ações são necessárias para frear o problema. Além de prejudicar o setor formal organizado, que gera renda e empregos, o contrabando causa prejuízo direto aos cofres públicos que deixam de arrecadar com o produto legal, no caso dos cigarros um dos mais tributados no país", avalia Schünke.


CIGARROS

Segundo o Ibope inteligência, o contrabando superou o patamar de 31% do mercado brasileiro de cigarros em 2014, números equivalentes a uma evasão fiscal de R$ 4,5 bilhões. Dados da Receita Federal apontam que no último ano foram apreendidos mais de 182 milhões de maços de cigarros, o que corresponde a mais de 3,64 bilhões de cigarros ilegais retirados de circulação. O montante apreendido supera o valor de R$ 514 milhões e representa 28% do total apreendido pela Receita no ano. De acordo com o Fncp, um caminhão carregado de cigarros paraguaios poderia confeccionar 26 mil uniformes escolares.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Fábrica clandestina de cigarros é fechada em Lavrinhas, SP No local, às margens da Dutra, foram encontrados maços e maquinário. Ação foi realizada pela Polícia e Receita Federal; ninguém foi preso.

No local, às margens da Dutra, foram encontrados maços e maquinário. 
Ação foi realizada pela Polícia e Receita Federal; ninguém foi preso.

Do G1 Vale do Paraíba e Região
Caixas de maços de cigarro e maquinário foram encontrados na fábrica clandestina em Lavrinhas (Foto: Divulgação / Polícia Federal )Caixas de maços de cigarro e maquinário foram encontrados na fábrica clandestina em Lavrinhas (Foto: Divulgação / Polícia Federal )
Polícia Federal fechou na tarde dessa quarta-feira (05) uma fábrica clandestina de cigarros emLavrinhas, interior de São Paulo. Aproximadamento 500 mil maços de cigarros foram apreendidos, mas ninguém foi preso.

Na ação, em conjunto com a Receita Federal, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Federal de Guaratinguetá. As investigações que levaram ao local duraram dois meses.

Na fábrica, que fica às margens da Via Dutra, principal corredor viário entre São Paulo e Rio de Janeiro, foram encontrados maços de cigarro, de marcas variadas nacionais e estrangeiras, com com selos de controle. Segundo a polícia, nesse local havia também uma linha de produção completa para confecção e embalagem dos cigarros.
“Ainda não fizemos uma contagem mais refinada dos cigarros apreendidos, mas foram suficientes para encher dois caminhões baús”, disse o delegado Sérgio Mori da PF.

Ninguém foi encontrado na fábrica clandestina quando a polícia chegou ao local. Será instaurado um inquérito para apurar quem são os proprietários do local, que poderão responder pela falsificação de selos de controle de imposto e importação irregular de maquinário.

Polícia Militar apreende pacotes de cigarros contrabandeados em MG

Carga foi avaliada em aproximadamente R$ 40 mil.
Dupla foi detida em Presidente Olegário, no Noroeste do estado.

Do G1 Triângulo Mineiro
Cigarros apreendidos Presidente Olegário (Foto: Polícia Militar/ Divulgação)Material foi apreendido pela polícia
(Foto: Polícia Militar/ Divulgação)
A Polícia Militar (PM) de Presidente Olegário, no Noroeste do estado, apreendeu caixas contendo maços de cigarros contrabandeados. A mercadoria está avaliada em aproximadamente R$ 40 mil. Dois homens foram presos.
A PM recebeu denúncias de que um carro estava sendo utilizado para cometer crimes na região. O veículo foi visto entrando em uma residência no Bairro Planalto. Os dois ocupantes foram abordados. Em um cômodo, os policiais encontraram os cigarros contrabandeados de várias marcas.
Segundo a polícia, os dois homens, de 35 e 37 anos, foram detidos e encaminhados para a Polícia Federal, em Uberlândia. A carga também foi levada para a PF. O veículo foi apreendido. 
A Polícia Federal informou a ocorrência foi concluída e que a dupla foi encaminhada para o presídio de Uberlândia.

São Paulo tem galerias e shoppings populares clandestinos

São dezenas de galerias, subterrâneas às vezes, cada uma com centenas de boxes. Mesmo foras das ruas vendedores trabalham na ilegalidade.

Flagrantes de ilegalidade nas ruas de São Paulo, a maior cidade do país. No centro da cidade, camelôs ocupam as calçadas, montam bancas na porta das lojas e passam dia e noite fugindo da fiscalização. Mas, não é só nas ruas que tem comércio clandestino em São Paulo.
Os que conseguem um pouco mais de dinheiro saem das ruas e vão para os shoppings populares. São dezenas de galerias, subterrâneas às vezes, cada uma com centenas de boxes. E lá, as pessoas continuam trabalhando na ilegalidade.
Os vendedores parados em uma esquina do Largo da Concórdia vendem de tudo.
Vendedora: Vendo bolsas, moço.
Bom Dia Brasil: Estão deixando você trabalhar?
Vendedor: Está não, moço, a polícia não deixa ninguém trabalhar.
São conhecidos como paraquedistas. Abrem e fecham as lonas toda hora.
Bom Dia Brasil: Quantas vezes por dia você tem que fechar tudo e sair correndo?
Vendedor: toda hora vem, é 20 vezes por dia.
Bom Dia Brasil: 20 vezes?
Vendedor: É toda hora eles vêm. De 10 em 10 minutos, eles vêm.
Há correria sempre que os policiais militares se aproximam. “Vem para tomar. Semana mesmo, eu perdi 70 capas”, diz um ambulante.

E eles voltam, assim que a polícia ou a Guarda Civil vai embora. Nem precisa esperar muito. O vai e vem dos camelôs acontece todo dia, desde as 7h da manhã. Muitos ambulantes se mudaram para os boxes, pequenas lojinhas dentro de shoppings. Existem muitos no Brás, em torno da conhecida feirinha da madrugada.
Velhos estacionamentos subterrâneos foram transformados em shoppings populares. Galpões também viraram camelódromos. São corredores e mais corredores de mercadorias por todos os lados, principalmente roupas. Lugares fechados, com pouquíssima ventilação.
“Não tem muito ventilador. Muito fechado”, diz uma vendedora.
“Teve um dia que quase pegou fogo no pano de prato ali, que eu esqueci ali. Pega fogo no pano de prato, aí vai na fiação, e aí?”, questiona uma atendente.
O produtor Robinson Cerântula encontrou alguns extintores. Em um hidrante, no lugar da mangueira, um copinho d'água. Se pegar fogo, a saída de emergência é a porta de entrada. O comércio ambulante está dentro dos shoppings, no chão e em bancas montadas nas portas das lojas.
Ambulante: Nós não pagamos imposto nem aluguel, paga imposto quando o fiscal pega.
Bom Dia Brasil: Pega e pega muito?
Ambulante: Pega um pouco, viu.
Comerciantes antigos do centro da cidade, que têm medo de aparecer, dizem que não estão aguentando a concorrência dos ilegais. “Para mim seria vantajoso eu dividir minha loja, hoje eu ia, nada, nada, eu pego 300 box aí, 300 bancas. Cobrando, por baixo, uns R$ 30 mil de luva, por baixo, faz a conta”, conta um comerciante.
O horário de funcionamento diferencia o comércio formal do comércio clandestino. Às quatro da tarde, todos os dias, os shoppings que abrigam camelôs já estão fechados. É que eles vão voltar a funcionar muito mais cedo: às 2h da madrugada. Seis horas antes das lojas legalizadas.
Em abril do ano passado, o Fórum Nacional contra a Pirataria questionou a prefeitura se 53 shoppings populares tinham licença para funcionar. Depois de um ano, não teve resposta.
“Tudo leva a crer que são ilegais, porque não existe como você multiplicar esses boxes em lojas formais, da forma que está ocorrendo, dentro da legalidade”, afirma Edson Vismonam, presidente Fórum Nacional contra Pirataria e Ilegalidade.
O produtor do Bom Dia Brasil quis saber quanto custaria um pequeno espaço para vender jeans. O pagamento é adiantado e semanal.
Administrador: O aluguel de todas é o mesmo preço, R$ 250 por semana. Toda segunda-feira.
Bom Dia Brasil: Qualquer uma?
Administrador: Qualquer uma. Não tem diferença de preço.
Bom Dia Brasil: Dá para ter CNPJ ali na boa e tal?
Administrador: Não, porque você não tem contrato.
Bom Dia Brasil: Precisava ter. Por que não consegue, por que você não faz contrato?
Administrador:  Eu não dou contrato, é.
O Bom Dia Brasil procurou a prefeitura, que não conseguiu localizar o documento que foi entregue há uma não pelo Fórum Contra a Pirataria. Também não respondeu sobre os boxes dos shoppings populares. Disse que atua na fiscalização e combate do comércio irregular. Já os bombeiros responderam que fazem uma vistoria para liberar essas galerias e depois mantêm fiscalizações nesses locais.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

RECEITA FEDERAL lança megaoperação de combate ao contrabando na fronteira

Ação conjunta foi deflagrada na manhã desta sexta (24) no PR, MS e SP.
Objetivo é reforçar a fiscalização da entrada até o destino dos produtos.

Fabiula WurmeisterDo G1 PR, em Foz do Iguaçu
Receita Federal (RF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (24) uma megaoperação de combate ao contrabando e ao descaminho, à pirataria e a outros crimes de fronteira. A Operação Escudo, como está sendo chamada, contará com barreiras montadas em pontos estratégicos no Paraná,Mato Grosso do Sul e São Paulo. Equipes volantes, helicópteros da própria RF e cães farejadores também devem ser empregados no reforço de combate à criminalidade.
O objetivo é reforçar a fiscalização em toda a rota dos produtos trazidos ilegalmente em especial doParaguai, desde a entrada até o destino final, concentrado em São Paulo, e assim diminuir a circulação de mercadorias, não apenas apreendê-las.
A ação faz parte da Operação Fronteira Blindada, lançada em 2005, e conta com a participação daPolícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias civis e militares dos três estados. Somente da RF, serão mobilizados 600 servidores.
"O prazo inicial da operação é de 60 dias, que poderá ser prorrogado por mais tempo dependendo dos resultados neste período", comenta o coordenador de administração aduaneira da RF, José Carlos de Araújo ao destacar que as pessoas precisam se conscientizar sobre este tipo de crime.
"Um dos principais atrativos é o preço destas mercadorias para o consumidor e o lucro para o contrabandista. Muitos, ao consumirem estes produtos, não se dão conta dos malefícios que podem trazer para a sua própria saúde ou de entes queridos. Imagine um brinquedo que vem com tinta tóxica e uma criança tenha contato com isso, podendo até morrer", alerta.
No Paraná, as barreiras fixas serão montadas na praça de pedágio da BR-277 em São Miguel do Iguaçu, a cerca de 25 km de Foz do Iguaçu.
Porta de entrada
O Paraná é apontado como a principal porta de entrada de cigarros contrabandeados do Paraguai no país. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), o produto é o responsável pelo maior rombo na economia do país com o que deixa de ser arrecadado em tributos e com o que a indústria deixa de vender: R$ 6,4 bilhões por ano.
Pelos mesmos caminhos usados pelas quadrilhas de contrabandistas seguem eletrônicos, itens de informática, roupas e bebidas. Em 2014, somente na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foram tirados de circulação mais de R$ 350 milhões em mercadorias e veículos usados no transporte dos produtos que entram no país ilegalmente.